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Hipnoterapia Clínica e a Neurociência.

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Hipnoterapia Clínica e a Neurociência.

Hipnoterapia Clinica e o que diz a Neurociencia

Saiba o que a ciência conhece sobre este tipo de terapia que utiliza a hipnoterapia clínica como ferramenta de transformação e ressignificação.

A Hipnoterapia vem ganhando importante espaço entre as práticas terapêuticas no mundo, principalmente por trazer resultados significativos em comparação a outras abordagens similares.

Ao longo do tempo muitas dúvidas foram tiradas e muitos mitos foram derrubados sobre como o processo de Hipnose acontece.

Crenças como domínio da mente e invasão de pensamentos já não são mais tão comuns entre as dúvidas relacionadas à esta ferramenta natural que todos nós possuímos.

A Hipnose é um “estado” que cada pessoa desenvolve de acordo com sua própria suscetibilidade, sensibilidade e prática.

Porém, nem tudo o que ouvimos e lemos deve ser aceito como verdade absoluta e este artigo tem a intenção de esclarecer, de forma resumida, o que a ciência nos revela sobre a Hipnose voltada para o tratamento terapêutico.

Conceito de Hipnoterapia Clínica

Trata-se de uma prática terapêutica baseada em sugestões com aspectos simbólicos de comunicação (metáforas), que promove mudanças de padrões fisiológicos, emocionais, de pensamentos e comportamentos.

Esta técnica consiste em fazer com que o paciente tenha contato com seu interior, alterando emoções que provocaram sofrimento, o que podemos chamar também de ressignificação emocional.

A sugestão feita pelo terapeuta e aceita pelo paciente, é capaz de alterar o estado fisiológico e emocional do indivíduo, fazendo com que a mente consciente e subconsciente foquem na resolução do problema, reequilibrando o organismo.

Portanto, aquele evento não será esquecido e não será apagado da memória, mas ele não trará a dor o peso e o sofrimento que sempre trouxe a este indivíduo.

Sistema Nervoso Autônomo

O SNA governa grande parte das funções básicas do nosso corpo como batimentos cardíacos, ritmo e volume da respiração, digestão e função sexual. Ele divide-se em Sistema Nervoso Simpático e Sistema Nervoso Parassimpático.

No Sistema Simpático, a atenção do organismo volta-se para fora do corpo identificando ameaças do ambiente, identificada pela amígdala, promovendo um estado de alerta, causando agitação, medo, fúria ou ansiedade.

É responsável pelo estresse emocional, liberando adrenalina e cortisol provocando taquicardia, constrição de vasos sanguíneos, contratura muscular, elevação da pressão arterial, tremor, sudorese, entre outros sintomas.

Desta forma, o corpo prepara-se para lutar, fugir ou paralisar. O sistema simpático visa garantir a sobrevivência.

Já o Sistema Parassimpático coloca a atenção do organismo para dentro, promovendo a restauração da energia do organismo. Ele desacelera os batimentos cardíacos, baixa a pressão arterial, fortalece a digestão, provoca a excitação sexual, vasodilatação, promove o relaxamento muscular, proporcionando calma e tranquilidade.

O corpo sempre busca a Homeostase, ou seja, o equilíbrio.

O estado de Hipnose atua exatamente no padrão Parassimpático, promovendo um conjunto de reações que percorre todo o corpo, provocando um estado geral de calma e satisfação, facilitando a cooperação com a sugestão terapêutica.

Esta atenção voltada ao interior promove relaxamento fisiológico e permite maior facilidade de visualização de imagens e aceitação de sugestões sem criticas.

Medindo o Cérebro

Quando medimos as atividades cerebrais durante um momento criativo por meio de um eletroencefalograma, verificamos atividade de onda gama elevada. Isso indica sinapses ente neurônios formando novas redes neuronais.

Portanto, no momento em que temos uma idéia ou um insight, é exatamente o momento que temos este pico gama. Essa atividade concentra-se na área temporal, um centro na lateral do neocórtex direito, a mesma área que interpreta metáforas, entendendo a linguagem do subconsciente.

Desta forma a terapia focada em resolução de problema por meio da Hipnose proporciona este benefício pois ao promover o relaxamento mental, proporciona ao paciente, o aumento considerável à recepção de novas idéias através das sugestões do terapeuta.

Desta forma, ele prepara o cérebro para novas conexões inéditas que ocorrem no pico gama, gerando novas sinapses.

Empatia ou Rapport

Para este processo terapêutico acontecer é fundamental a empatia ou rapport entre paciente e terapeuta. Um relacionamento harmonioso que faz com que haja confiança e possibilite cooperação entre as partes. Sem isso, dificilmente o processo terá sucesso.

Segundo Daniel Goleman em: O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas, o papel da ínsula nesse processo tem seu destaque, pois ela processa os sinais do organismo e quando temos empatia pela pessoa, nossos neurônios-espelho reproduzem dentro de nós o estado daquela pessoa.

Sendo assim, o que vemos no outro será ativado em nós: suas emoções, movimentos e intenções.

Tratamentos

De acordo com o abordado nos tópicos anteriores, a terapia com base na Hipnose promove mudança na polaridade cerebral, ativa o córtex pré-frontal esquerdo estimulando otimismo e bem estar.

Além disso, é excelente para ativar o sistema parassimpático promovendo o relaxamento corporal e mental acalmando a amígdala.

Desta forma, a Hipnoterapia torna-se altamente indicada para promover benefícios e tratar diversos transtornos, entre eles destaco os seguintes:

  • Controle da dor
  • Analgesia
  • Transtorno de Ansiedade
  • Transtorno de Pânico
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
  • Transtorno de Estresse Pós Traumático
  • Traumas Psicológicos diversos
  • Fobias
  • Tabagismo, Alcoolismo e outras dependências
  • Depressão
  • Gagueira
  • Obesidade
  • Insônia
  • Doenças Psicossomáticas

Neste outro artigo também abordamos sobre as vantagens da Hipnoterapia Clínica como ferramenta para o tratamento da Depressão.

Fontes

  • Goleman, Daniel: Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente
  • Pliska, Steven R.: Neurociência para o clínico de saúde mental
  • Araújo, Marcelo: Hipnose Clínica e a Neurociência
  • Goleman, Daniel: O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas

Por Daniel Strucchi

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Daniel Strucchi – Doctoralia.com.br

 

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